Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Eu Não Sou Um Homem Fácil

Avatar de Rita Constantino
Rita Constantino
28 de abril de 2018 4 Mins Read

Eu Não Sou Um Homem Fácil 5Ao ver uma mulher que lhe chama a atenção, o homem não perde a oportunidade de cantá-la. A resposta a seu galanteio é fria, limita-se a um revirar de olhos de quem já está familiarizado com esse tipo de assédio. “Quando vou te ver de novo?”, ele insiste. “Em outra vida”, ela retruca.

De fato eles se reencontram em outra vida. Um universo estrangeiro em que não são os homens que fazem as investidas sexuais, mas sim as mulheres e não só isso: elas têm os principais cargos no mercado de trabalho, são as provedoras do núcleo familiar e, pasmem, têm o prazer privilegiado na hora do sexo.

Nessa formação coletiva peculiar, tão diferente da nossa, é que acontecem os eventos absurdos de “Eu Não Sou Um Homem Fácil”, primeiro longa-metragem escrito e dirigido por Eleonore Pourriat, que através da sátira se propõe a discutir os papéis de gênero – e sua dinâmica tóxica – na sociedade contemporânea ocidental. Curioso é que a produção francesa chega a Netflix meses depois da polêmica carta aberta assinada por cem artistas e intelectuais do país criticando a onda de denúncias de assédio sexual em Hollywood, além de defender a “liberdade de importunar”.

Comportamento que é corriqueiro para Damien (Vincent Elbaz), um publicitário arrogante que se acha um gênio por desenvolver um aplicativo que contabiliza seu número de parceiras sexuais e que não se poupa em constranger a maioria das mulheres  com que cruza durante seu dia. Esse cenário muda após sofrer um acidente – bater a cabeça contra um poste – depois de ser rejeitado por Alexandra (Marie-Sophie Ferdane), assistente do escritor e seu melhor amigo, Christophe (Pierre Benezit). Ao recuperar a consciência, ele percebe que acordou em um matriarcado.

Sim, o fanfarrão machista desperta em uma realidade paralela, em que as mulheres estão no topo da pirâmide social, esbanjam privilégios, oprimem, assediam e objetificam os homens. Perdido nesse mundo em que a carta mais poderosa do baralho é a dama e o preservativo feminino é o mais encontrado nas farmácias, ele topa de novo com a jovem que o rejeitou – que agora não é mais secretária, mas sim uma autora famosa – e enxerga nas regras dessa sociedade uma chance de enfim conquistá-la.Eu Não Sou Um Homem Fácil 4

Estendendo as ideias que movem seu excelente curta “Maioria Oprimida” (2010), o novo filme de Pourriat perde por não conseguir desenvolver o debate com a mesma força, porém surpreende pela imaginação de seu material. Zombeteiro, o projeto não deseja pensar como seria de fato uma sociedade matriarcal, preferindo conceber os papéis invertidos, o que é ao mesmo tempo fascinante e desconfortável – uma vez que perturba estruturas tão familiares ao espectador.

Assim, é difícil não gargalhar ao ver o corpo de homens estampados como objeto de decoração por todos os espaços, sendo rejeitados por não se depilarem, enquanto as mulheres correm na rua sem camisa e chegam ao orgasmo pouco se importando se o parceiro alcançou também o clímax. A construção dessa comunidade misândrica é tão minuciosa que em um breve instante, vemos um filme passar na televisão de um dos personagens e a câmera passar pelo corpo do rapaz em cena, o que é, infelizmente, uma jogada comum no audiovisual também do lado de cá.

Essa estrutura torna-se ainda mais crível com a riqueza da mis-en-scène. Com um trabalho de cenografia espirituoso, a relação entre os gêneros nessa realidade paralela está expressa em pequenos detalhes do cenário, desde a placa em que o protagonista sofre a pancada – que troca no nome de um dos pontos turístico de Paris a palavra “pai” por “mãe” -, até títulos famosos da literatura que são modificados para reforçar a força feminina como o clássico “Homens e Ratos” de John Steinback, que se transforma em “Mulheres e Ratos”, e o Marcel Proust, que se torna Marcelle Proust.

Inclusive, o peso dado a alguns objetos de cena conseguem deixar claro o absurdo de muitos de nossos comportamentos quando o assunto é se identificar homem ou mulher – o longa discute fundamentalmente a divisão binária, pouco reflete sobre os espectros fora dela. Damien, por exemplo, estranha quando vê que seu guarda-roupa no matriarcado é recheado de roupas coloridas e extravagantes; peças afeminadas. Tais elementos, porém, deveriam ser determinantes? Esse tipo de definição é esdrúxula, o que o longa deixa claro.

A atenção aos detalhes e o que eles comunicam enriquecem a produção, mas, infelizmente, não são o suficiente para transformá-la em uma obra-prima. Construindo a sátira através de clichés de filmes de comédia romântica – quase um “Do Que As Mulheres Gostam?” feminista – a cineasta acaba comprometendo seu roteiro, já que o contexto criado por ela se torna mais interessante do que a trama central. Dessa forma, a discussão parece nunca decolar, mantendo-se monótona. Mesmo com um desfecho sugestivo, o desenvolvimento dos personagens principais, no final das contas, não traz à reflexão nada do que o senso comum não saiba.

Logo, “Eu Não Sou Um Homem Fácil” é perspicaz, mas não afiado o suficiente para deixar marcas profundas. Ainda assim, tomara que seu selo “Original Netflix” seja o suficiente para levar o debate de gênero a quem pouco pensa sobre ele. Cruzemos os dedos.

Reader Rating5 Votes
7.8
6.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

ComédiaFeminismoNetflix

Compartilhar artigo

Avatar de Rita Constantino
Me siga Escrito por

Rita Constantino

1995. Cobra criada em Volta Redonda. Um dia acordou e queria ser jornalista, não sabia onde estava se metendo. Hoje em dia quer falar sobre os filmes que vê e, se ficar sabendo, ajudar o Truffaut a descobrir com que sonham os críticos.

Outros Artigos

1280 venom comparison
Anterior

Venom, vilão ou heroi ?

destaque astros de ação
Próximo

Precisa-se de astros de ação

Próximo
destaque astros de ação
29 de abril de 2018

Precisa-se de astros de ação

Anterior
28 de abril de 2018

Venom, vilão ou heroi ?

1280 venom comparison

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Banner
    Banner
    Banner

    Posts Recentes

    Poppy Rock in Rio 2026 Anúncio
    Poppy no Rock in Rio 2026 | Do Pop ao Metal Sem Medo de Mudar
    Nick de Angelo
    Crazy Taxi World Tour Sega - BGS
    BGS 2026 Pode Ter Grandes Jogos Inéditos Disponíveis Para Teste | Veja Os Principais Candidatos
    Gabriel Fernandes
    Folklore Taylor Swift August Instagram 1
    Folklore: A Inovação de um Triângulo Amoroso Criado por Taylor Swift
    DSD
    One Piece
    Crunchyroll e CCXP26 | One Piece é O Tema Oficial das Credenciais da CCXP26
    Roberto Rezende
    Dominic Monaghan O Senhor dos Anéis Lord of the rings o retorno do rei the return of the king prime video
    CCXP26 | A Vinda de Dominic Monaghan, o Merry de ‘O Senhor dos Anéis’
    Roberto Rezende

    Posts Relacionados

    Anne Hathaway - Diário da Princesa

    Anne Hathaway Tentou Trazer Julie Andrews de Volta a “o Diário da Princesa 3”

    Aimée Borges
    19 de agosto de 2026
    Sacrifice

    “Sacrifice” Mostra Anya Taylor-Joy Sequestrando Chris Evans

    Aimée Borges
    19 de agosto de 2026
    Coyote Vs. Acme Coyote 03

    “Coyote vs. Acme” Resgata A Essência De “Looney Tunes” Em Uma Divertida Mistura De Animação E Mundo Real

    Gabriel Fernandes
    18 de agosto de 2026
    Coraline Prime Video 1

    Coraline | Como Terror Inspirado em Alice Segue Dando Calafrios Após 20 Anos

    Ana Laura Moura
    18 de agosto de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx