13 de dezembro de 2019

Megatubarão é o novo filme da Warner Bros a chegar aos cinemas, ele traz como protagonista Jason Statham (de “Os Mercenários“) sob a direção de Jon Turteltaub.

O longa chegou com a promessa de ser uma mistura de “Tubarão” e “Jurassic Park“, dois clássicos de Steven Spielberg. Ou seja, o propósito é trazer um filme tenso, com aventura e suspense além de um animal tentando devorar as pessoas. Podemos dizer que esse o objetivo foi cumprido.

No história, Jonas Taylor (Jason Statham) é contratado para resgatar uma equipe de pesquisa que está presa na fossa mais profunda do Oceano Pacifico. Isso ocorreu depois que o submarino foi atacado por um tubarão pré-histórico de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon, que até então acreditava-se estar extinto.

Para quem gosta de um bom filme do gênero sem preocupar-se com o cientificamente correto e com um roteiro genial, este acaba sendo um prato cheio. “Megatubarão” não é um filme tecnicamente ruim, entretanto ele se perde um pouco na segunda metade da história quando a ação é mais frenética e a qualidade da narrativa cai um pouco. A sensação que fica é que na primeira metade, o roteiro se esforçou para trazer realismo e seriedade a história, mas depois se desprendeu e a produção caiu no lugar comum, beirando a filmes trashs como “Piranhas” ou as sequências de “Tubarão”.

Mas vale destacar alguns aspectos que são realmente bons no filme, como fotografia e os cenários. Além disso, o uso das cores sempre vivas, principalmente na cena da praia, trazem um contraste bonito com o azul predominante na maior parte do tempo.

Logo de início, a bela fotografia e as cenas subaquáticas saltam aos olhos de tão bonitas e bem feitas. Toda parte estética é bem trabalhada e não deixa a desejar. Destaque para a primeira metade da história que tem cenas submarinas realmente deslumbrantes.

Por sua vez, os efeitos especiais patinam em sequências muito boas – essas principalmente nas cenas de ação embaixo d’ água – e outras que são dignas de filmes trash. Mas no geral, a produção se sai bem nesse aspecto, entregando ferocidade e muitos dentes que, às vezes, causam sustos em quem assiste.

O roteiro é razoável, mas peca em não dar continuidade a ação em determinados momentos. Dessa forma perde-se tempo com diálogos desnecessários e assim o clima de ação e tensão é quebrado em determinadas cenas. Algumas conveniências típicas desse tipo de filme também acontecem junto com furos no próprio roteiro, mas não chegam a comprometer a narrativa.

As cenas humanamente impossíveis são inúmeras, mas é natural nesse tipo de história, até porque um filme fictício que traz um tubarão extinto com mais de 20 metros de comprimento, não tem obrigatoriedade de se amparar nas leis da física.

A direção de Jon Turteltaub segue o mesmo caminho razoável do roteiro e não se preocupa em usar alguns clichês desse tipo de trama, como a donzela que se apaixona pelo cavalheiro bruto, que está ali para salvar o dia. Mas no fim o diretor consegue entregar bem o que se propôs a fazer.

Quanto a trilha sonora, está destaca-se bem nas cenas de tensão, onde ela é usada para causar impacto e assustar, mas no restante do filme ela não influencia nem para bem nem para mal.

Jason Statham cumpre bem o papel de herói do dia, o personagem em si é um clichê clássico, aquele homem atlético destemido a ponto de pular na água para enfrentar um tubarão de 20 metros. Enquanto isso, Rainn Wilson não convence como alivio cômico, empresário excêntrico e antagonista, ficando a sensação que o personagem não encaixava com ele. Entre as atrizes o destaque é Li Bingbing que se sai bem no papel de mulher destemida e participa das melhores cenas do filme junto com Stathan.

Por fim “Megatubarão” é um filme com seus defeitos, mas que entrega o que dele se esperava. É divertido, tem ação, aventura, tensão e se reparar bem é possível encontrar algumas referências a filmes como “Jurassic Park”, “Tubarão” e por que não dizer “Piranhas”. Se você se interessa pelo gênero vá sem medo no cinema e confira “Megatubarão”.

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Dan Andrade

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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