Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: O Jantar

Avatar de Rita Constantino
Rita Constantino
14 de agosto de 2017 5 Mins Read

O Jantar poster 1Se falta de ambição é uma das piores coisas que podem acontecer a uma obra, ser ambicioso sem entregar o que promete é tão ruim quanto. Infelizmente, é o que acontece com “O Jantar”, projeto novo de Oren Moverman, que, com o perdão do trocadilho, pensa oferecer uma ceia suntuosa, mas o que recebemos não passa de uma refeição fria e insossa.

Adaptado do best-seller escrito pelo norueguês Herman Koch, o projeto parte do mesmo princípio de “O Deus da Carnificina” (2011) de Roman Polanski: dois casais que se encontram para tentar resolver uma situação criada pelos filhos. Só que aqui o problema não é uma desavença escolar, mas sim um crime e os pais que estão diante desse impasse fazem parte da mesma família cujo relacionamento não é o dos sonhos.

Através de um jantar, então, é que os irmãos Paul (Steve Coogan) e Stan Lohman (Richard Gere), acompanhados de suas esposas, Claire (Laura Linney) e Katelyn (Rebecca Hall), terão que passar por cima dos ressentimentos para decidir quais serão seus passos depois do ocorrido. O primeiro é um professor de história arrogante que sofre de transtornos psicológicos, enxerga a batalha de Gettysburg durante a Guerra Civil Americana como uma metáfora para a vida e acredita que o irmão mais velho não é merecedor do sucesso tem. Já o segundo é um pragmático homem da política há poucos metros de sua candidatura a governador, que, ao mesmo tempo em que convoca os familiares para decidir o destino de seus filhos adolescentes, está preocupado com a votação de seu projeto de lei no Congresso. Pena é uma boa palavra para descrever seu sentimento em relação ao irmão mais novo.O Jantar 2

Assim, costurando a narrativa através de flashbacks, entre entradas temperadas com sal do Himalaia, pratos de galinha d’angola em cama de cogumelos e queijos Mimolette vindos direto da França, o espectador é convidado a montar as peças que, juntas, justificam o drama presente do filme. Soa promissor, e de fato, só se sustenta enquanto promessa: com um roteiro frágil e desequilibrado como o escrito por Moverman, não há produção que se salve.

Tirando do público a oportunidade de deduzir sozinho que a estória progride de acordo com as etapas da refeição (entrada, aperitivos, prato principal, queijos, sobremesa e digestivos), o longa é literal demais ao apostar em entretítulos que fazem esse trabalho para quem assiste. Já para um material que se constrói com os fragmentos do passado, os flashbacks passam completamente do ponto, distraindo mais do objetivo principal da trama do que a fundamentando.

Esse efeito colateral talvez se dê ao escolher um personagem do qual irradie a narrativa. Elegendo Paul como epicentro dos acontecimentos – sem ele ser diretamente nem indiretamente responsável pelo episódio que reúne os protagonistas -, o filme parece querer esclarecer a dinâmica da família Lohman, mas, na verdade, gasta mais da metade do tempo de projeção estudando a natureza do professor e de sua saúde mental fragilizada. No final das contas o esforço é infrutífero, pois ele pouco tem a ver com o objetivo central do enredo, que é chegar a um denominador comum sobre o crime violento cometido pelos filhos adolescentes.

Dar atenção demais à figura problemática interpretada por Steve Coogan também sai como um tiro pela culatra porque eclipsa o desenvolvimento dos outros personagens. Mesmo que ajude a mapear os conflitos entre aqueles indivíduos, não há a chance de entendê-los que não pelo olhar de Paul. Mas e Stan? Como o caráter dele se formou? Quais suas intenções? Percebemos o congressman como um homem benevolente, é dito para nós que seu amadurecimento precoce se deu devido à instabilidade emocional tanto da mãe, quanto do irmão, mas nunca vemos como é composta sua personalidade. Por essa questão, é difícil compreender, por exemplo, os motivos que levaram sua primeira esposa, Barbara (Chloe Sevigny) a abandoná-lo com os filhos ainda pequenos.O Jantar

Com esse caminho do roteiro, o elenco é mal aproveitado. Richard Gere dá o tom certo a seu personagem, mas não há tanto para fazer quando o texto não tem profundidade. Laura Linney e Rebecca Hall com o pouco que lhes é oferecido até conseguem surpreender no ato final, mas também são prejudicadas pela falta de desenvolvimento dos papéis. Para Coogan, o problema também é o mesmo. Stan é egomaníaco, dono de frases como “Eu não sou racista, eu sou guerreiro das classes mais baixas”, mas o ator fica preso em mostrar seu lado histriônico, já que demora muito tempo para que possamos ver as nuances em seu comportamento.

Como diretor, Oren Moverman se sai melhor. À medida que a tensão cresce durante o jantar, a câmera sai de uma movimentação suave, como a falsa polidez entre os quatro à mesa, para ganhar a agilidade e claustrofobia de cortes rápidos e de planos fechados quando os esqueletos começam a sair do armário. A escolha de Stan como âncora da trama, mesmo que discutível, também está materializada na tela desde o princípio. Não é à toa que o primeiro plano dos eventos no presente é um quadro fechado em sua cabeça e aos poucos vai se abrindo enquanto ouvimos sua narração em off.

Já na fotografia, Bobby Bukoswki é eficiente em separar os três tempos narrativos com temperaturas diferentes, apesar de que, é bom lembrar, esse é um recurso que já caiu em lugar comum. Interessante mesmo é o uso da luz vermelha que banha a fachada do restaurante, cor que volta em pequenos detalhes ao longo do filme, uma materialização da apreensão e da violência que envolve essa família; até na cena em que o crime, de extrema violência, é consumado, ela está presente.

Porém, mesmo que em termos estéticos exiba uma ou outra ideia notável, “O Jantar” não se salva. Não sabendo lidar com a estrutura que assume, o que afeta não só o ritmo, mas também o desenvolvimento dos personagens, o filme torna-se desnecessariamente cansativo. Preferível ir jantar com o Leatherface e sua família de assassinos em o “Massacre da Serra Elétrica” (1974). Com certeza seria menos sofrível.

Reader Rating0 Votes
0
5.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

DramaRichard GereSuspense

Compartilhar artigo

Avatar de Rita Constantino
Me siga Escrito por

Rita Constantino

1995. Cobra criada em Volta Redonda. Um dia acordou e queria ser jornalista, não sabia onde estava se metendo. Hoje em dia quer falar sobre os filmes que vê e, se ficar sabendo, ajudar o Truffaut a descobrir com que sonham os críticos.

Outros Artigos

Harry potter livro
Anterior

Resenha: Harry Potter e a criança amaldiçoada

The Fosters 5 temporada
Próximo

A quebra de tabus em “The Fosters”

Próximo
The Fosters 5 temporada
14 de agosto de 2017

A quebra de tabus em “The Fosters”

Anterior
14 de agosto de 2017

Resenha: Harry Potter e a criança amaldiçoada

Harry potter livro

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Banner
    Banner
    Banner

    Posts Recentes

    System of a Down Rock in Rio 2015
    Rock in Rio | System of a Down Foi Escolhido Pelos Fãs e Virou Headliner Quatro Anos Depois
    Gabriel Fernandes
    Meu Remédio Peça Mouhamed Harfouch Instagram 1
    Meu Remédio | Ou a História de Um Homem Chamado Mouhamed
    Roberto Rezende
    Minha Mãe É Um Musical Peça 1
    Meu Filho É Um Musical | A Vida e Obra de Um dos Artistas Mais Queridos do Brasil
    Roberto Rezende
    Dennis DJ
    Dennis DJ | Do Baile de Caxias ao Rock In Rio: Como o Produtor Virou o Próprio Headliner
    Daniel Gravelli
    Copa do Mundo: Messi comemorando
    Messi se despede da seleção da Argentina após trajetória histórica
    Anne Chaves

    Posts Relacionados

    James Gray

    James Gray Confirma Presença no Brasil e Abre a 50ª Mostra de Cinema em São Paulo

    Rodrigo Chinchio
    31 de agosto de 2026
    Dias de Trovão

    Anne Hathaway Entra na Pista com Tom Cruise na Sequência de “Dias de Trovão”

    Daniel Gravelli
    29 de agosto de 2026
    Meryl Streep (esquerda) e Anne Hathaway (direita) em elevador de óculos escuros reprisando os papéis de Miranda e Andy na continuação "O Diabo Veste Prada 2". Ambas estão de preto e câmera as pega do busto para cima.

    7 Filmes Famosos Que São Baseados em Livros e Você Não Sabia

    Ana Laura Moura
    29 de agosto de 2026
    Coiote ao lado de seu advogado no filme "Coiote vs. Acme". Imagem mistura animação 2D com live-action.

    Coyote vs. Acme | A Genialidade Explosiva que a Indústria Tentou Apagar

    Junior Fernandez
    28 de agosto de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx