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Mês do horror: 7 animes de terror para entrar no clima

Devilman: Crybaby: Imagem/Divulgação - Netflix. Monster: Imagem/Reprodução - MUBI. Another: Imagem/Reprodução - Crunchyroll. Yamishibai: Imagem/Reprodução - Crunchyroll.

É mês do terror e por que não entrar no clima do Halloween com uma lista com animes de terror para te arrancar bons suspiros? Embora o grande forte da indústria de animação japonesa não seja o horror, para selecionar os itens que vão compor essa pequena curadoria foram levados em conta apenas animes do gênero, mesmo que esse não seja o seu foco. Para os menos fãs de grandes jumpscares, podem ficar tranquilos que tem para todos os públicos!

Yamishibai

Theatre of Darkness: Yamishibai: Imagem/Divulgação – Netflix

Já reparou quantos filmes americanos de terror são adaptações de histórias japonesas? Há algo de muito único na maneira nipônica de se criar esse clima de dar frio na espinhas, porém, de toda forma o público pode entender um pouco melhor o que é terror atravé de Yamishibai: uma coleção de lendas urbanas nacionais contadas como se através de fantoches de papel.

“Yamishibai” é um trocadilho com o teatro de rua tradicional japonês, “Kamishibai”, criando esse Teatro de Sombras que por si só já coloca o telespectador num desconfortável vale da estranheza. São mais de noventa episódios distribuídos em várias temporadas que podem ser assistidos independentemente, todos curtos e autossuficientes. Pode ser o modo de contar à Kishotenketsu, ou simplesmente os ocidentais tem que admitir que os japoneses simplesmente têm uma imaginação muito fértil para o terror — mas será mesmo tudo invenção?

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Me diz que sim.

Another

Another: Imagem/Divulgação – Crunchyroll

O ano é 1972 e um infortúnio acomete a turma 3-3 do colégio Yomiyama Norte quando Misaki morre e deixa seus colegas de classe em choque. Em resposta a isso, os alunos começam a agir como se Misaki não tivesse morrido e até lhe evocam na cerimônia de formatura. Desde então, eventos misteriosos começam a aplacar a vida de todos os envolvidos com a dita turma, com mortes que logo ficam claras não serem simples coincidências: há um estudante a mais que voltou dos mortos e ninguém sabe quem é, e a única forma de tentar impedir a calamidade dessa força oculta é que todos finjam que um dos alunos não existe — mas o recém chegado Sakakibara Kouichi não está ciente dessa regra, o que irá custar muito caro para todos a sua volta.

Another” é um suspense completo de doze episódios que entrega tudo que o telespectador pode esperar para uma diversão fácil. Aqueles mais entusiastas com as intermináveis pistas em foreshadowing sobre o mistério do “Another” podem ter uma experiência divertida — e caótica — reassistindo a obra ao perceber que tudo esteve sempre debaixo de seu nariz.

Monster

Monster: Imagem/Reprodução – MUBI

Kenzou Tenma é um renomado neurocirurgião que lhe é imposto um grande dilema: seguir de acordo com seus valores e fazer a operação planejada ou acatar as ordens do hospital e priorizar operar um homem da elite. Em razão disso, a cirurgia é um sucesso, mas Tenma é atacado pela esposa do imigrante, pobre, e agora falecido, tendo então tem uma crise interna. Assim, quando em outro momento ele tem que fazer uma escolha, aqui entre um garoto menos abastado e o prefeito da cidade, o médico salva o jovem e é boicotado pela direção do hospital. Anos se passam e as escolhas do Doutor vão voltar rastejando para cobrar o seu preço.

Com influências muito claras à Frankenstein, “Monster” é um dos Seinen obrigatórios para todos aqueles que buscam um entretenimento mais maduro e até chocante. Os mais familiarizados com literatura inglesa talvez já consigam pressentir um dos principais questionamentos da série só a partir dessa sinopse, mas o telespectador pode ter certeza de que o encanto mórbido está muito além de saber quem é de fato o verdadeiro monstro da história.

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The Promised Neverland

Yakusoku no Neverland: Imagem/Reprodução – Netflix

No calmo orfanato Grace Field os órfãos levam uma vida feliz e ativa, aos cuidados da gentil Mama Isabella. Tendo boa alimentação e um ambiente estimulante para aprendizado, as crianças só possuem uma grande regra, que nunca foi um problema até então: não ultrapassar os limites da cerca. Quando um dos muitos irmãos se despedem, é levantada a questão de que as cartas prometidas com notícias nunca chegam e, assim, e o trio dos mais velhos, Emma, Ray e Norman, está para descobrir qual é o segredo nefasto que o orfanato está escondendo deles.

Adaptado do mangá homônimo, “Yakusoku no Neverland” é um dos principais lançamentos da última década. Um anime um tanto mais maduro que vale ser assistido com a família; daqueles de fazer mesmo aqueles que torcem o nariz para anime se verem maratonando essa obra prima. Desde a trilha sonora até a arte e enquadramentos são peças brilhantes para compor a tensão aqui. A primeira temporada está disponível na Netflix e possui um enredo que, de certa forma, consegue se manter fechado. Dica da Woo: vale a pena ler o mangá, e não a segunda temporada, após a adaptação da primeira parte.

Shiki

Shiki: Imagem/Reprodução – Crunchyroll

Na pequena vila Sotoba, década de 90, uma suposta epidemia aplaca a população, que se vê acumulando pilhas de cadáveres. O doutor Toshio Ozaki, responsável pelo hospital local, irá descobrir que o que era acreditado ser uma praga na verdade é responsabilidade de criaturas vampirescas, os Shiki, e essa revelação irá trazer consequências perigosas para todos os cidadãos.

“Shiki” tem uma premissa simples, e o estilo de animação início dos anos 2010 é capaz de te levar de volta no tempo para a década de 90. A história tem progressão mais lenta e, adaptado do romance de mesmo nome, é uma das principais referências sobre construção de monstros e vampiros. Aliás, assim como Monster, o leitor irá retornar à mesma questão sobre natureza humana: quem são os monstros de verdade?

Shinsekai Yori

Shinsekai Yori: Imagem/Divulgação – Crunchyroll

Em um futuro em que os seres humanos evoluíram ao ponto de utilizarem poderes psíquicos, acompanhamos o envelhecimento de cinco jovens da infância até a fase adulta. Enquanto eles aprendem mais a se relacionar, trabalhar suas habilidades e sobre as regras e limites que não devem ultrapassar, vão entender logo cedo quais são as consequências da desobediência e do inconformismo — tudo enquanto se dão conta que o passado misterioso da humanidade está conectado com um segredo obscuro pelo qual nunca deveriam descobrir.

“Do novo mundo” é um achado curioso no gênero drama, afinal, é um horror cotidiano bem maquiado, além de não ser um anime tradicional, afinal: não possui abertura, sua animação é feita em CGI e o clima contemplativo pode dar mesmo a impressão de um enredo arrastado; o que de todo não está incorreto. O processo de amadurecimento se mistura com a trama sombria, algo que deve garantir o espectador a não sair o mesmo depois de assisti-lo.

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Devilman: Crybaby

Devilman: Crybaby: Imagem/Reprodução – Netflix

Akira Fudou é um estudante colegial comum que vive junto da família de sua paixão de infância, Miki Makimura. Quando as coisas ficam mais tensas, Akira precisa salvá-la de uma gangue, mas quem vem ao resgate é seu outro amigo de infância: Ryou Asuka. O reencontro garante uma revelação chocante: foram descobertos demônios na Amazônia e, quando solicitada sua ajuda, é ele que irá aceitar embarcar nessa grande loucura. Os eventos acabam por virar de maneira inesperada e Fudou é possuído pelo poderoso demônio Amon, tornando-se um híbrido e o infame Devilman. Com esses novos poderes irá combater outros demônios pelo mundo, mas essa transformação também irá revelar que nem tudo é o que parece ser.

Adaptação de um mangá clássico, por sua vez já transformado outras vezes em animação, “Devilman: Crybaby” é um original da Netflix que repagina o material base, sem pervertê-lo e tendo respeito pelo trabalho do autor e muita consideração pelos fãs. São dez episódios de duração comum e que com tão pouco consegue fazer grandes piruetas narrativas.

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Linguista em formação e PhD em shoujo de baixa qualidade. Obcecado por cultura pop e leituras clichê; ainda por descobrir que talvez Kakegurui não seja um traço de personalidade.

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