Uma história bem escrita dá muito trabalho. Porque não basta o tema, a dinâmica e os personagens: ela tem que ser interessante. Se ela não for emocionante, apaixonante e intrigante de verdade, não tem nem porque começar a ler.

No entanto, nem todas as histórias nasceram para se tornarem aventuras. Algumas passam tão corridas que chegam a ser indiferentes. Outras são confusas demais e a gente até evita. Poucas são as histórias realmente suculentas de se ler, daquelas em que você ou vai dormir pensando ou deixa de dormir para se ocupar com aquilo.

O mais complicado mesmo é exigir que toda história seja essa aventura. Todo mundo quer ler, falar e viver uma aventura. Qual seria a graça se não fosse assim, né?

Apesar de eu odiar clichés (e inclusive acho que “odiar clichés” já se coloca como um cliché, mas ok né), eu passei a minha infância inteira ouvindo que você é responsável por escrever a sua própria história. Eu cresci realmente influenciada por esse pensamento e desde então é como se cada ano fosse uma oportunidade nova de reescrever um novo livro – ou capítulo, se você preferir.

Então todo o ano, mais ou menos nesse recesso entre Natal e Ano Novo, eu tenho esperança de viver diferentes aventuras, sejam elas melhores, mais engraçadas, mais dramáticas ou o que for. Gostaria de dizer que este ano seria diferente porque ou as minhas aventuras já são incríveis por si só ou porque me rebelei e estou saturada de aventuras… Mas eu não consigo mudar. Eu ainda quero viver muita coisa.

Eu nem sei se tenho grandes sonhos ou objetivos para 2017 e nem sei qual será a minha disposição para realiza-los na hora certa. Mas eu sei que eu quero continuar vivendo. Continuar existindo neste mundo e neste corpo para absolutamente tudo que está por vir.

Eu sei que 2016 foi difícil para muita gente, inclusive para mim, e fica complicado querer continuar a sonhar depois de tantos problemas inesperados, decepções ou seja o que for. Mas para isso proponho que em 2017 escrevamos as nossas próprias histórias. Cada linha e cada acento.

Pode ser de lápis, que se você errar dá pra apagar e não precisa fazer aquela sujeira com o Liquid Paper. Pode ser de BIC também, que começa meio falhada mas dá umas semanas e fica super macio de escrever. Usa todo o tipo de folha que você tiver, não precisa ser só A4! Assim você não cansa daquela folha branca e pálida sempre, pode ser guardanapo, folha de caderno, colorida e até papel higiênico. Escreve do jeito que mais te agrada e se reúne com os seus amigos pra ler. Quem sabe vocês não pegam algumas ideias uns dos outros e até cruzam essas histórias?

Escolha, escreva e viva a aventura que você quer viver em 2017. E eu te garanto que se estiver bem escrita, você vai saber vivê-la de verdade.

Feliz Ano Novo!

Por Júlia Bockmann


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3 thoughts on “Votos para 2017

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