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Música

70 anos de Alcione, a nossa eterna “Marrom”

Um viva para a Rainha do Samba

Na última terça (21/11), Alcione completou 70 anos. Ícone da MPB e rainha do samba, não poderíamos deixar de fazer nossa homenagem. Ela já esteve em nosso site em outra publicação, quando falamos sobre “As Divas Nacionais“. Porém, dessa vez, a estrela dela vai brilhar sozinha para comemorar seu aniversario, contando um pouco de sua história e relembrando grandes sucessos.

Nascida em São Luís do Maranhão, em 1947, Alcione Dias Nazareth é a quarta filha de nove irmãos. Bom, isso se não contarmos os outros nove meio-irmãos que seu pai teve com outras mulheres. A escolha de seu nome foi ideia de seu pai, João Carlos Dias Nazareth. Ele se inspirou na personagem Alcíone, protagonista do romance espírita, psicografado por Chico Xavier, “Renúncia“. Sua primeira apresentação profissional foi aos 12 anos, quando o crooner da Orquestra Jazz Guarani, regida por seu pai, ficou rouco e ela o substituiu. Nessa ocasião, ela deu voz às canções “Pombinha Branca” e o fado “Ai, Mouraria“.

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Com 18 anos formou-se como professora primária na Escola do Curso Normal. Por lá, deu aula durante dois anos até ser demitida por ensinar trompete aos seus alunos em sala. Esse foi um dos pontos de virada em sua vida. Saindo da escola, ela passou a se dedicar somente à música. Através de um sorteio conseguiu uma vaga para se apresentar num programa de TV no Maranhão e ficou cantora fixa lá dos anos 60 até o final dos 70. Durante essa época, Alcione também se apresentava em bares e boates de várias cidades do estado. Com  acrescente vontade de se destacar no meio musical, em 1975, lançou seu primeiro álbum “A Voz Do Samba“.

Mudou-se para o Rio de Janeiro. Ela gostava de cantar samba, mas não queria se prender a isso. Com um voz grave e muito potente, gostava de transitar entre vários ritmos. MPB, bolero, música francesa, samba-canção, jazz e o samba faziam parte do seu repertório. Com uma enorme presença de palco, Alcione sempre foi apontada como uma grande cantora. Foi Roberto Menescal, então diretor artístico da gravadora Philips, quem a aconselhou a focar no samba. Os oito álbuns gravados por ela, entre 1975 e 1982, tinham um refinamento musical tão grande que, em 2016, ganharam um relançamento em CD, com o box “Eu sou a Marrom“.

Um fato curioso é que ela, que nunca se casou, ganhou ainda mais destaque com canções românticas. Segundo a própria Alcione, ela não gosta de dividir a cama com um homem, mas adora se apaixonar. Com seus álbuns lançados na extinta RCA, de 1982 a 1996, ganhou vários discos de Ouro e Platina. Nesse período, foi possível notar uma brasilidade ímpar em seus vários de seus trabalhos. Podemos dizer que ela canta o Brasil, como toda a sua diversidade rítmica. Porém, após essa fase, sua carreira ficou meio morna até um retorno triunfal com “Nos Bares da Vida“, nos anos 2000.

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De lá pra cá, foram vários álbuns lançados, inúmeros discos vendidos e muitos shows. Recentemente ela lançou o CD e DVD, ao vivo, “Boleros“.Hoje, ela é um ícone da musica brasileira e não é por menos. Mangueirense de coração e conhecida por seu ótimo senso de humor, ela não quer e nem pensa em parar. Há alguns anos atrás, os médicos disseram que ela estava com um problema na garganta e que perderia a voz, não podendo cantar nunca mais. Desiludida pela medicina tradicional, buscou ajuda espiritual. Em Recife, foi a um centro kardecista e operou espiritualmente com a entidade Dr. Fritz. Após o ritual, ficou sem falar durante três dias e, surpreendendo os médicos, ela se curou e não apresentou mais nada em sua garganta. Com essa vitória pessoal, Alcione segue cantando e encantando a todos, sem restrições, com sua voz única.

Alcione e Naomi Campbell para a edição especia de 41 anos da Vogue Brasil, em 2016.

Então, pra fechar com chave de ouro, nada mais justo do que ouvir o poder da sua voz, seja com samba, bolero ou qualquer outro ritmo. Se diva é diva – ou seria rainha? – selecionamos alguns de seus sucessos pra vocês comemorarem e cantarem conosco. Que venham muito outros anos pra essa mulher maravilha da música brasileira!

    

    

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Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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