Como os Rolling Stones lutaram para produzir obras memoráveis em meio a adversidades
Para os Rolling Stones, a linha entre o colapso e a genialidade sempre foi tênue, e suas obras mais icônicas frequentemente floresceram em cenários de absoluto caos. As tensões criativas, problemas com drogas e as constantes mudanças na formação que moldaram a sonoridade da banda ao longo de seis décadas.
A longevidade que não abençoou os Beatles cobrou dos Stones o preço de precisar se adaptar a gêneros como o blues, o punk e a disco para se manter relevante e dominar paradas globais. Abaixo você confere os casos em que condições extremas forçaram a banda a criar obras que ficaram eternizadas
- Exile on Main Street (1972): Este é frequentemente citado como o exemplo máximo de caos. Foi gravado no porão de uma villa chamada Nellcôte, no sul da França, durante o verão de 1971. O calor era insuportável, havia uso excessivo de heroína, batidas policiais e traficantes locais roubaram equipamentos da banda. As discussões entre os membros eram diárias, mas desse ambiente conturbado surgiu um dos álbuns mais aclamados da história do rock. durante as sessões de gravação do álbum Exile on Main Street no porão da villa Nellcôte, equipamentos foram roubados por traficantes locais.
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- Goats Head Soup (1973): Gravado na Jamaica durante a temporada de monções, a banda estava em exílio fiscal e enfrentava sérios problemas internos. Keith Richards estava profundamente viciado em heroína e o próprio produtor, Jimmy Miller, também estava em dificuldades. O clima caótico foi descrito como “sangrando em cada sulco” do disco, resultando em um som “turvo e úmido”.
- Dirty Work (1986): Este álbum foi gravado em um período de “ódio genuíno” entre Mick Jagger e Keith Richards. Jagger desejava seguir carreira solo, enquanto Richards expressava publicamente o desejo de confrontá-lo. O produtor Steve Lillywhite teve que manter as sessões unidas com “fita adesiva e diplomacia”, enquanto a banda estava, na prática, desmoronando.
- Their Satanic Majesties Request (1967): Durante as gravações, a banda estava sem uma liderança clara (“ninguém estava guiando o navio”). Brian Jones estava em uma espiral de problemas com drogas e datas de tribunal, o que contribuiu para que o álbum soasse como um “sonho febril” experimental.
- Some Girls (1978): Embora tenha se tornado o álbum mais vendido da carreira deles, foi gravado enquanto Keith Richards enfrentava acusações de tráfico de drogas no Canadá, com o risco real de ser condenado à prisão perpétua. A banda estava sob a pressão de provar sua relevância diante da ascensão do movimento punk.
- Let It Bleed (1969): O álbum foi gravado em um período de grande tensão e “pavor”, marcado pelo afogamento de Brian Jones em julho daquele ano e pela tragédia no festival de Altamont, que ocorreu apenas cinco dias após o lançamento do disco.
- Bridges to Babylon (1997): Refletindo a distância entre os líderes da banda, Jagger e Richards gravaram grande parte deste álbum em estúdios separados.
Além disso, é curioso notar que o álbum Blue and Lonesome (2016) foi gravado em condições “extremas” de tempo: foi concluído em apenas três dias, sem ensaios ou overdubs.
Imagem Destacada: Divulgação/Rolling Stones
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