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Literatura

Resenha: The 100, de Kass Morgan [Parte 2]

Dia 21

21 dias se passaram desde que os jovens prisioneiros da Nave chegaram à Terra. Porque sim, eles sobreviveram. E agora, estão se acostumando à nova vida, aos cheiros, a viver em comunhão, com o trabalho em equipe… a rotina agora é outra, e eles precisam do apoio uns dos outros. Pena, que na teoria, a prática é bem diferente. “The 100 – Dia 21” é o segundo livro da série. E se você devorou o primeiro: The 100 – Os Escolhidos”, – nós devoramos – vai devorar esse aqui também.

Desde que o módulo pousou na Terra, os jovens tiveram que se adaptar à floresta. Eles ainda não sabem nada sobre os níveis de radiação, nem se é seguro beber água, não fazem ideia de como sobreviverão – já que a comida está acabando – e para piorar, a Nave – seu antigo lar – parece os ter deixados à própria sorte. Além disso, eles fizeram uma descoberta perigosa: os 100 não são os únicos habitantes desse Planeta.

Em uma bela noite estrelada o acampamento pega fogo. Mesmo correndo para salvar o que podem, eles perdem tudo. Se já tinham que começar do zero com os mantimentos que a Nave havia mandado, imagina agora que não lhes restou nada mesmo?! Ademais, o fogo fez uma vítima. E enquanto buscavam explicações de onde o incêndio poderia ter começado outro fato aconteceu. E foi aí que eles perceberam que não estavam sozinhos.

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Enquanto isso na Nave as coisas não andam nada boas. Glass, que conseguiu escapar da vinda à Terra num golpe de sorte, consegue reencontrar seu grande amor – Luke –, mas como ela era de Phoenix e ele de Welden, o amor continua sendo proibido.  Sem contar, que um grande segredo envolve o amor dos dois. E se Glass resolve revelar o verdadeiro motivo de ter sido presa, pode ser que Luke nunca a perdoe.

E como todo problema nunca vem sozinho, quando o oxigênio chega a níveis críticos, a população de Arcadia e Welden é isolada do resto da nave. Eles recebem menos oxigênio que o normal e são condenados a morte para que o restante de Phoenix consiga sobreviver. Glass sabe como mudar essa situação. Mas ela vai ter que escolher entre Luke – o grande amor da sua vida – e sua mãe – Sonja – àquela que a criou e que daria a vida por ela.

Na Terra, os 100 – que agora eram 96 – conseguem capturar uma terráquea – Sasha –, em contrapartida, Octavia também é sequestrada. E com o sequestro da irmã, Bellamy acaba perdendo a cabeça. Wells, que a essa hora já foi promovido a líder, tem que lidar com tudo aquilo com muita calma. Sasha poderia ser uma moeda de troca. Eles a devolveriam em troca de Octavia. Mas será que a menina ainda estava viva?

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Mais uma vez Kass Morgan prende o leitor de maneira una. Os capítulos são curtos e muito pontuais. Assim, sabemos quando a narrativa está falando de um personagem em específico. Poucos pontos geram semelhança à série. Mas explica melhor como os terráqueos sobreviveram. E faz um sentido mais lógico se resolvermos comparar.

Ainda publicado pela Editora Galera, em “The 100 – Dia 21” foram encontrados alguns erros de impressão. Mas nada que prejudicasse o sentido das palavras ou o entendimento do enredo. Mesmo com esses pequenos defeitos, ainda é uma leitura super válida. E como já bem lembramos na resenha anterior, há pouquíssimas semelhanças entre o livro e a série da TV. Achamos, portanto, que os dois veículos trarão experiências únicas ao leitor/espectador.

E não acabou…

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Na próxima semana teremos a terceira e última parte dessa resenha. Afinal, como diz a Lei de Murphy: “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”

“A sensação era de que poderia ficar na floresta com Sasha para sempre. Não havia nada que queria mais do que passar a noite vendo as estrelas surgirem, usando cada brilho prateado como desculpa para levar seus lábios aos dela.[p.216]”

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Érica nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, mas deveria ter nascido nesses lugares onde se conversa com plantas, energiza-se cristais e incenso não é só pra dar cheirinho na casa. Letrista na alma, e essa bem... é grande demais por corpinho de 1,55 que a abriga. Pisciana com ascendente E lua em câncer. Chora quando está feliz, triste, com raiva e até mesmo com dúvida. Ah! É uma nefelibata sem cura.

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