Crítica: Dora e a Cidade Perdida

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Lançada em 1999, a animação “Dora, a Aventureira”, como é conhecida no Brasil, se tornou um sucesso por causa da sua proposta educativa voltada para crianças pré-escolares, e agora recebe uma versão live-action intitulada “Dora e a Cidade Perdida”, dirigida por James Bobin e estrelada por Isabela Merced, antes Isabela Moner. No filme, o espectador acompanha as aventuras de Dora e seus amigos no meio da floresta amazônica, em busca de uma cidade Inca perdida. O problema é que há um grupo de mercenários que também estão procurando o local cheio de riquezas em ouro. Como Dora é uma ótima exploradora e conhecedora da floresta, ela vira alvo dos mercenários.

A partir dessa premissa e se apoiando no otimismo e na alegria de Dora que o filme de Bobin se desenrola e trata temas como ganância, preservação do meio ambiente e amizade. A leveza do texto é reforçada pelas músicas criadas pela personagem e pelas vezes que ela quebra a quarta parede e faz perguntas sobre conhecimentos gerais ao público, assim como na animação exibida na teve. Animação essa que substitui os atores em um momento do segundo ato, servindo como agrado para os pequeninos fãs e para ajudá-los a reconhecer melhor os personagens secundários em suas versões de carne e osso.

Realmente, é para esses fãs que “Dora e a Cidade Perdida” foi feito, diferentemente de outras obras infantis que também possuem elementos narrativos para os adultos, como as da Pixar. Por isso, seria injusto qualquer tipo de análise com intuito de apontar os inúmeros problemas de diálogos (a versão vista foi dublada, o que piora ainda mais a experiência), furos no roteiro, atuações pobres, direção mal executada e efeitos visuais ruins. É bem melhor ater-se às boas intenções do roteiro em levar conhecimento e exemplos de boas práticas às crianças, e nesse quesito o filme atinge as expectativas.

É ótimo que uma produção com tanto alcance exponha, através do cinema, conceitos tão essenciais para a formação das crianças, influenciando no surgimento de cidadãos mais preparados em relação ao caráter e à sensibilidade. Em um mundo atual tão cruel com a infância, isso é muito importante. Dora ensina por meio de sua enorme empatia e generosidade com o próximo, mesmo quando não é bem aceita por pessoas que não entendem seu comportamento tão ingênuo e pueril.

Porém, para que tais ensinamentos fossem bem proferidos, era preciso uma atriz que incorporasse Dora de forma marcante, e Isabela Merced se mostra a escolha certa para o papel quando seu largo sorriso e seus fraternais olhos castanhos parecem ter sido transportados do desenho para a tela do cinema. Para completar, o contentamento expresso em sua atuação soa tão genuíno que consegue contagiar a plateia. Pena não dar para analisar seus momentos musicais já que, assim como dito acima, a versão vista era dublada.

Em síntese, “Dora e a Cidade Perdida” é voltado ao público infantil, possui uma protagonista a altura das expectativas para esse tipo de produção, mas será um martírio para os pais que irão levar seus filhos ao cinema. No entanto, esses pais precisam resistir, já que o filme possui lições preciosas que podem ser importantes complementos para aquelas aprendidas na escola.

Vídeo: Divulgação/Paramount Pictures

Crítica: Dora e a Cidade Perdida
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