A linguagem da representação como forma de leitura, traduz nossos dias atuais nos quais a palavra quase (e sempre), está associada a imagem. É um elemento global que podemos utilizar a nosso favor, sair um pouco dos antigos hábitos de leitura e misturar o clássico com o contemporâneo.

Todo mundo conheceu o projeto de romantização indígena, que tinha como intenção caracterizar nossa cultura local para distinguir o caráter brasileiro do português. É nessa perspectiva que o índio foi incorporado à Literatura na figura do herói corajoso, puro e desprovido de bens, tal como de ambições materiais. E no gênero universal dos quadrinhos, tão rico em arquétipos heroicos, nossa Literatura nacional vai muito bem, obrigada.

Em “O Guarani”, clássico de José de Alencar, a aventura em HQ está centrada no índio Peri, que vive sua história de amor com Ceci, filha de portugueses. Na verdade, a história fala do encontro de muitos povos, da mestiçagem. Para muitos, do nascimento do Brasil, fruto do elemento colonizador e do índio.

A editora Ática possui uma versão do Guarani em HQ, com ilustração de Luiz Gê, que leva a foto de capa desta matéria. Além dessa, podemos encontrar outra adaptação através da editora Cortez, com ilustração de Eduardo Vetillo, artista que participou de outras coleções do gênero Literatura em quadrinhos.

Confira abaixo algumas versões de clássicos da Literatura Brasileira, assim como da História do Brasil,  adaptadas para a História em quadrinhos:

  • Palmares: a luta pela liberdade 

descreve a destruição do Quilombo de Palmares. Editora Cortez.

  • A Grande Viagem

narra a história do “descobrimento do Brasil” baseado em documentos históricos. Editora Ftd.

  • O Cortiço

De Aluísio Azevedo, o trabalho é carregado de críticas sociais ” conta a vida dos habitantes de um cortiço carioca. Editora Ática.

  • Memórias de um sargento de milícias

Mostra o nascimento da malandragem no Brasil de Dom João VI que perdura até os dias atuais. Editora Ática.


Por Susana Savedra

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