Crítica: Dark (2ª Temporada)

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Dark é uma série que surpreendeu, chegou devagar e foi crescendo entre o público.  A primeira temporada apresentou e desenvolveu muito bem os personagens,  fornecendo um lugar de importância na trama para cada um deles. Enquanto isso, todo o enrendo sobre viagem do tempo foi desmembrado – apesar de algumas vezes parecer confuso. O roteiro se mostrou coeso e com um ritmo linear. As situações e as épocas por onde a temporada passou, tiveram espaço para serem desenvolvidas e explicadas.

Depois de dois anos de espera, a Netflix lançou a segunda temporada. A mesma começa onde a primeira terminou. Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), ao tentar destruir o portal chega ao ano de 2052 e encontra a terra toda destruída por um acontecimento apocalíptico. Ele precisa encontrar um meio de interromper o ciclo temporal para reverter essa catástrofe.

Essa demora, entre a estreia da primeira e segunda temporada, fez bem a série. Os efeitos especiais e visuais estão mais realistas, os atores mais a vontade com seus personagens, a química entre eles está mais natural, e o ritmo é bem mais frenético e menos cansativo. Em cada final de episódio algo de importante e impactante acontece, servindo de gancho para o seguinte.

Dark“, em sua segunda temporada, faz um ótimo trabalho com as viagens no tempo. As três linhas do tempo das histórias estão interligadas, a série vai e volta muitas vezes para o passado, futuro e presente. No desenrolar da trama, mais pessoas viajam no tempo, o que poderia dar errado, mas é impressionante como isso é bem desenvolvido pelo roteiro e não se perde ao longo da narrativa – ao contrario, traz mais aprofundamento para a história. E vale uma atenção redobrada ao ano de 1921, que é muito importante para a narrativa, pois somos apresentados a um dos personagens mais misteriosos e valiosos para trama.

Outro ponto importante que podemos destacar nessa segunda temporada é a fotografia, que faz uso de tons mais escuros e frios, como nas impressionantes cenas do futuro que nos faz lembrar dos clássicos filmes de ficção cientifica como “Exterminador do Futuro”, “Blade Runner”. Além disso, a caracterização  dos personagens, através do figurino e maquiagem, representa fielmente a época em que se passa a história.

O grande personagem da nova temporada é Ulrich Nielsen, interpretado pelo excelente ator Oliver Masucci. Sua trajetória, na história, começa em 1954, ano em que ele viajou e ficou preso. Em seguida vai até 1987, época qual já se encontra mais velho e tenta voltar para o futuro com o seu filho Mikkel. O desenrolar desse núcleo é impressionante, pois tem um grande impacto emocional na relação entre pai e filho. Todas as cenas envolvendo os dois trazem tensão para narrativa, uma vez que se eles viajassem para o passado poderiam mexer com toda linha temporal.

No mais, essa temporada explora ainda mais o universo de “Dark”, trazendo mais possibilidades e novos personagens. O tema da religião se destaca como contraponto da ciência, trazendo vários questionamentos e teorias. Essa segunda temporada conseguiu ser melhor que a primeira e trouxe um final impactante, capaz de deixar o público mais ansioso para a terceira e última parte da série.


Por Eduardo Chaves


Imagem: Divulgação/Netflix

Crítica: Dark (2ª Temporada)
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